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Tratamento

Tipos de drogas
Álcool Cocaína Ecstasy LSD
Anfetaminas Crack Heroína Maconha

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Embora os efeitos iniciais em geral sejam euforia e animação, quase todas as drogas causam dependência física e psicológica, assim como efeitos no corpo que as tornam indesejáveis. Quando quem usa drogas deixa de ser apenas um usuário ocasional e se transforma em um viciado (dependente químico), vivendo os transtornos e riscos causados pelo uso abusivo de drogas, é hora (ou já se passou da hora) de se iniciar um tratamento.

Para superar o vício, o dependente precisa, antes de tudo, querer. Mas, se não houver uma vontade por parte do usuário, a intervenção familiar é bem-vinda e, em muitas vezes, consegue sucesso. Instituições de todos os tipos entram nessa batalha de cura. Os Narcóticos Anônimos, uma das mais conhecidas instituições, estabelecem passos básicos para o tratamento do usuário de drogas. Esses "passos" incluem a admissão de que existe um problema, a busca de ajuda, auto-avaliação, partilha do problema preservando a identidade do dependente, reparação de danos causados pelo dependente e trabalho com outros usuários de drogas que queiram se recuperar.

Os Narcóticos Anônimos são apenas uma organização entre muitas que tratam de problemas de drogas. O sucesso do tratamento é individual. Os dependentes devem procurar a melhor forma para superar o vício. O que todas as organizações ressaltam é que deve haver uma vontade genuína por parte do usuário em parar o consumo das drogas, pois de nada adianta o usuário se "desintoxicar" para depois, quando voltar à sua vida normal, cair novamente no vício.

Modalidades
Existem muitos tipos de dependências e o tratamento para cada uma delas é diferente. O tratamento também varia dependendo das características do paciente. Problemas mentais, ocupacionais, de saúde, ou sociais, que tornam as pessoas dependentes dificultam ainda mais o tratamento.

Existe uma variedade de programas desenvolvidos para o tratamento de dependência de drogas. O tratamento pode incluir a terapia comportamental e medicamentos. As terapias comportamentais oferecem às pessoas estratégias para serem usadas nas crises de ausência da droga. Ensinam aos usuários meios de abandonar a droga e de evitar recaídas, e ajudam a lidar com as recaídas caso elas ocorram.

Os melhores programas juntam uma combinação de terapias e outros serviços para atingir as necessidades individuais do paciente que são ajustadas de acordo com a idade, raça, cultura, orientação sexual, gravidez, parentesco, moradia e emprego.

Medicamentos como antidepressivos, calmantes, ou neuroléticos podem ser eficientes para o sucesso do tratamento quando os dependentes apresentarem também confusões mentais como depressão, ansiedade, confusão bipolar ou psicose. O uso de medicamentos depende, no entanto, das orientações dadas pelo profissional ou instituição que está cuidando da reabilitação do dependente. O tratamento pode se desenvolver em várias etapas, de várias maneiras e por diferentes períodos de tempo.

Por que o processo de tratamento é demorado?
Pesquisas mostram que o uso contínuo da droga causa modificações significantes nas funções cerebrais que persistem por muito tempo depois que o indivíduo pára de usar a droga. Para pacientes internados ou não, o tratamento deve ter, em geral, a duração de 90 dias. Mas, tratamentos mais prolongados são indicados. Para a manutenção, um tratamento de 12 meses é o mínimo necessário.

O entendimento que o vício tem tal componente biológico é importante para ajudar a explicar a dificuldade que a pessoa tem de atingir e manter a abstinência sem tratamento. E revela o motivo do processo de tratamento do vício precisar de um longo período. Muitas instituições consideram, inclusive, que o tratamento de um dependente químico dura para o resto de sua vida.

Qual o objetivo do tratamento?
Além de fazer com que o usuário abandone o uso de drogas, o êxito do tratamento leva a pessoa de volta às funções normais da família, do lugar de trabalho e da comunidade. O processo do tratamento individual depende da extensão e da natureza dos problemas apresentados pelo paciente e da participação ativa do paciente no tratamento.